segunda-feira, 7 de março de 2011

Somos um grupo de 32 pessoas, 10 do RG e 22 de São Paulo, maravilha!! Super cabalístico.  Todos muito legais. Ligados a Kabbalah. Buscamos caminhos, conexões, respostas.....eu diria, até , novas perguntas. Reencontros espirituais. Pessoas com sorrisos e olhares doces e especiais, nos acolhem de forma impressionante.
As conexões nos aproximam. O dia-dia trará intimidade, irmandade, simpatias e anti patias...normal.
É como um Big Brother!!!....e por sinal como anda o Big Brother????...por favor ..não me respondam!!!
Hoje, uma semana de viagem, o cansaço, a saudade  e alguns desgastes, fazem com que a energia do julgamento, em muitos sobrevenha. Como a energia de israel é muito forte, cada um reage de uma forma diferente. Não estou fora disto!! Sinto-me muito mexida!!

Uaaauuu, que difícil escrever e descrever a experiência que estamos passando!!!!
Israel é um país de paisagens extremas, lugares e pessoas intensas. Transformação pura!
Aqui tu não podes piscar os olhos nenhum segundo. Piscou!! Perdeu, piscou mudou a paisagem. Desertos misturados com o verde. Rabinos misturados com muçulmanos, cristão com árabes, civis com policia e exercito.... Uma mistura de figurinos típicos, de cada tradição religiosa.
Um clima agradável, sem variações, do frio ao calor agradável.
Israel....que saudades tenho de ti!
Muitos de nós ainda sente como se estivessem num sonho, impressionados com o que estão vivendo. É estranho, estamos aqui, dentro de um sonho, que se mistura com o sono. No centro espiritual de tudo. Ao nosso redor mundos em conflito, mundos em ação.
Jerusalém, nossa primeira parada é um sonho.
De paisagens estranhas, desérticas, com seus prédios construídos em pedra basáltica, na cor areia, . Dentro dela moram tantos, tantas imagens misturadas, pessoas lindas! Homens encantadores, sorrisos abertos. Uma paz existe no ar. Poucas são as revistas, poucos são os soldados na rua.
No 2° primeiros dias da viagem fui calada e recolhida a um silencio pessoal e intimo. Recolhida em minha identidade.  Algo muito mais profundo de quem sou e do que carrego!
Sinto-me “desmanchada”. Muitos se sentem. Cada um mexido em suas raízes , em suas crenças. Cada um é tocado em seu coração, em sua alma e em seu corpo. Muitas vezes reagimos...cansamos, queremos parar, queremos voltar para as compras....não há tempo.
Tantas coisas para visitar, conectar-se, através do conhecimento que o Rabino nos passa, nos sugerindo outra consciência. Olhar, tocar, orar, aprender são formas de colocar nossa mente robótica de lado e criar um novo espaço dentro de nós.
Nossa racionalidade é intensa, uma grande luta se estabelece, o ego, que ainda mora no salto alto, julga, escolhe, se distrai, os medos aparecem, a irritação vem, o isolamento....enfim....Estamos tão cheios de barulhos.....sinto falta de um silêncio.

Fotos de Zurik, local de conexão entre São Paulo e Israel - ficamos umas 11horas nesta belíssima cidade!!

A torre do Rei Davida, na cidade Velha de Jerusalem. Esta é uma imagem bem tradicional.
Nossa chegada em Israel foi tranquila, chegamos as 3horas da manha (local). Muito cansados! Tudo foi muito corrido, nós gauchos, com certeza fizemos muitas conexões cabalisticas!! rsrsrs..Porto Alegre-São Paulo...devido a chuvas fomos parar em Campinas e tivemos de pegar um ônibus até Guarulhos...

Vista de Jerusalem, uma conexâo cabalistica para corrigir nossa visão!!
Um liugar bastante especial. Aqui encontramos a gruta onde Jesus pregava! Nas suas paredes podemos encontrar azulejos com o Pai Nosso em várias linguas!! Fizemos um trabalho de meditação muito interessante aqui.

terça-feira, 1 de março de 2011

Zurik e suas ladeiras cheias de charme, um silencio que paira no ar, a ordem na desordem da vida.
Lojas tão corretas, arquitetura impressionante,  uma imagem do Mini-mundo (Gramado). Agora os bonequinhos são de verdade, os carros andam, as pessoas são de verdade. O frio é de rachar qualquer pele.

A Swiss nos levou a Tel Aviv,  um céu infinitamente estrelado. Poucas horas de vôo e estaremos em Eretz (Terra).
Entrada em Israel, recepção do Satoun, viagem para Jerusalém....hotel....quarto...janela...para crer que estamos em Jerusalém, um respirar fundo para receber o ar sagrado! Creia...creia... estamos em Jerusalém... banho e boa noite....
O homem que se verticaliza, por que necessita  ficar em pé depois de tanto tempo sentado, agora necessaita horizontaliza-se!! Na cama.... Laila Tov!!! Boa Noite...não há alma que agüente um corpo cansado.....
Amanha  volto a escrever e postar as primeiras imagens de Jerusalem....

Começou.....

A jornada espiritual nunca é algo simples.
A muitos anos atrás, muitos mesmo, existia dentro da sala do escritório da organização sionista um pôster onde apareciam rosas com caules cheios de espinhos, e ali estava escrito: Israel não é um mar de Rosas.
Talvez para chegarmos em suas pétalas é preciso passar por muitos espinhos.
Nenhum mocinho chega no Castelo sem passar pelos perigos do pântano. Quando você decide entrar numa viagem que vai além de um passeio turístico, tem que saber. Desafios aparecerão! E desafios de nosso tempo.
Paciência, paciência e mais paciência...depois ditos vem a paciência....a confiança de que chegaremos em nosso  destino.
Para subir, fazer a aliá, muitos são os desvio, muita energia da contrária, muitas klipot devem ser vencidas, eliminadas. A cada situação inusitada que possamos passar é mais uma klipá destruída.
Derrepente você se dá conta que o desafio para chegar em seu destino aparenta ser muito maior do que você imagina ou pode agüentar. Dá vontade de desistir....mas quanto mais o corpo cansa, mais desiste, mais relaxa...mais se entrega.
Demoramos 24 horas para chegar em nosso destino. Porto Alegre – Campinas- São Paulo – Zurik (12 horas por lá)- Tel Aviv....Cruzes!!!! Bem o povo hebreu saiu do Egito....levou 40 anos, deu  mil voltas, não saiu do mesmo lugar...mas chegou, a trancos e barrancos....
Coitado do Moisés que teve de escutar tantas reclamações.... !!
Cansaço, expectativas, nervosismos...mas enfim...a caminho da terra Prometida.
Ave Saltoun!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Caminhos de Transformação

Das águas para o fogo, de capricórnio até câncer, a lua percorrerá os caminhos do encontro com o eu mais intimo, transformado na alquimia...as águas que caem no Brasil para algumas florestas que queimam em Israel.... O deserto é fogo, a luz Divina é fogo...
Do rigor Capricorniano para a “moleza” canceriana, mas sem perder as proteções.
Na volta de Israel um mundo cheio de ditadores, regras, limites, rigores, um paternalismo que necessita de transformação. Vamos para o centro, o coração, Israel pulsa e nos pede transformação.
Milho que é milho tem que cozinhar para ficar bom e macio, milho de pipoca tem que ir ao fogo para se transformar – abrir!
Rigores que ganham espaço quando ainda somos crianças, manipulados por forças externas, regras antigas que não necessitam seguir com a gente. Chamamos, também, de ego, aquilo que nos faz subir no salto.
Encontraremos aquela gente do deserto, povo do deserto, que nos ensinará sobre o silêncio e os mistérios do Nada! Do antigo ao novo, do externo-social para o familiar. A Lua em sua jornada astrologia termina a sua viagem no signo de câncer, a terra Mãe! Estaremos mais acolhidos, mais terra, mais chão, mais nutridos.
Capricórnio-câncer percorre o movimento da autotrascendência ao autodesenvolvimento
Bem, vamos descer....vamos descer em Tel Aviv, vamos descer em nós, para poder subir.
Mas isto serve para todo mundo, quem vai, quem fica, quem não vai e quem não fica!
Hei...Bli Ain Hará!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É coisa nossa.....


Muitas vezes para chegar lá, onde se quer...é preciso passar por desafios, Bah e que desafios
As situações parecem como testes, que a vida de forma irônica nos apresenta. Um vestibular de emoções.
É preciso ter uma situação para lhe dar com suas emoções mais antigas.
Medos, inseguranças, não controle, paciência, tolerância...enfim, elementos chaves no desenvolvimento para chegarmos mais próximos do fluxo de luz continuo. Aspectos emocionais divinos que a Arvore da Vida nos apresenta.
E a cada desafio, respostas não dadas a nossas perguntas, surge de dentro pra a fora saídas criativas, ajustes, atitudes que se deve tomar, imposições necessárias. Até por que muitos desafios são chamados para a vida, para a atitude.
Tolerar ou não tolerar, esperar pacientemente ou tomar atitudes, brigar ou aquietar-se. Sabedoria está em sentir qual a melhor atitude. Saber errar para saber acertar!
Ao grupo Gaucho, que prepara as suas bombachas, botas, esporas e vestidos,  boiadera que não pode faltar, o adeus ao pingo e ao pia, o cusco que fica na porta a olhar.
A nós a paciência gaudéria para agüentar os espinhaços que levamos do Bolicho vizinho, que nada entende de gente como a gente.
Muita Charla foi passada, me fizeram de Capão, mas junto com os meus comparsas vamos erguer este galpão!
As Vezes somente uma outra língua expressa o que sentimos. Doi....mas nós “não podemos nos entregá prôs home!!”
Daí Tchê...Haja fé.
Até domingo escrevo mais...e mais;

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



Nilton Bonder em seu Livro “Tirando os Sapatos” nos fala da nossa capacidade e qualidade de aprender a ficar não só descalços, mas vestir o sapato do outro.

Vestir o sapato do outro é algo extremamente desagradável, por que com o tempo cada sapato vai se moldando conforme o pé daquela pessoa.
É quando vestimos um sapato é que nos damos conta da forma de nosso pé, das suas pequenas “imperfeições”.

Nossos sapatos também servem como forma de tapar estas formas não estéticas.
Com a caminhada cada pé vai ganhando uma nova forma e o sapato também. Sapato que não se adapta ao pé, que não é macio, não pode seguir a caminhada.
É comum ouvirmos a frase: “ Meus pés estão me matando” ! Tamanho é o poder do pé!!!

Tirar os sapatos, aqui ficou na idéia de tirar o salto, descer.
Talvez descer até os pés, para visitá-los, pois cuidamos pouco de nossos pé.
Na cultura judaica ir a Israel (Eretz Israel) é dito que fazemos a ALIA, a subida, pois ficamos mais próximos de D´us.

Vamos com nossos pés, colocamos nossos pés na Terra Prometida! Mas sem saltos. É preciso descer do salto, para sentir a força daquela Terra.

O trabalho do cabalista é fazer a entrega, abrir-se, significa deixar os saltos do EGO para trás, as ameaças e medos que sofremos e criamos dentro de nós, para estarmos mais entregues. Mais próximos de D´us podemos nos sentir mais seguros, mais despojados, mas quando vamos nos aproximando de nossa morada, aqui em baixo, longe de D´us, longe de Eretz Israel, vamos nos vestindo de Saltos.

Em nossa viagem vamos do Salto para o Saltoun....Condutor desta descida-subida.

É preciso descer do salto para nos sentirmos mais altos.